Estamos a mudar-nos para: http://www.projecto270.com/

25.11.12

CURSO DE INTRODUÇÃO À PERMACULTURA



duração dois dias | valor: 60€


Reservas e pré inscrições até dia 29 de Novembro 2012

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Para reservar vaga e efectuar a pré-inscrição, é necessário o pagamento de 40€ (deduzidos do total) 


para o NIB:0036 0000 9910 5789 2260 7 - com o assunto:permacultura (seguido do nome da pessoa inscrita)
contacto > projecto270(a)gmail.com  




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Programa do curso

*

Sábado

9.30h
Apresentação

10.00h  
A Permacultura sua origem e  desenvolvimento.

11.00h
A Ética no design de  Permacultura

11.30h
Pausa para chá

12.00h
Princípios de Permacultura

13.00h
Almoço comunitário

15.00h
Caminhada

16.00h
Princípios gerais de eco-construção

17.00h
Sistema de zonas em Permacultura

18.00h
 Lanche comunitário

19.00h
Sessão de apresentação de documentários

20.00h
Jantar


*

Domingo

09.00h
Pequeno almoço comunitário

10.00h
Métodos e processos de design

11.00h
Construção de um jardim comestível através dos princípios de Permacultura.

13.00h
Almoço comunitário

15.00h
Caminhada

16.00h
? O que falta.


 **




Reportagem de Joaquim Semeano sobre o nosso curso 


Um fim-de-semana no mundo da permacultura

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

Fizemos um curso de introdução: o suficiente para perceber como um grupo de pessoas, cada vez mais numeroso, está a trabalhar para mudar o planeta e o nosso modo de vida: são milhares em todo o mundo, já algumas centenas em Portugal


 Imagem

Tudo começa num círculo. Os participantes dão as mãos, comungando energias, objetivos e vontades, e no final atiram-nas ao céu, para expulsar maus sentimentos, desacordos, bloqueios emocionais. E tudo prossegue, de preferência, em círculos. Seja na plantação de alfaces, couves ou alho francês, seja na gestão das águas, dos resíduos ou na produção de energia. Um círculo completo, processo auto-sustentável, a que se dá o nome de permacultura. Uma realidade no Portugal de hoje, que ainda escapa à observação dos principais meios de comunicação social.

"Observação é a palavra-chave", sublinha Nuno Belchior, promotor do Projecto270, que deu à zona da Costa da Caparica um espaço de agricultura biológica, exemplo de permacultura e berço de ideias para um novo mundo, mais baseado na solidariedade entre os homens e no respeito pela natureza. Algo que ganha hoje força, por via da crise económica e da perda de valores da sociedade dita civilizada. Nos últimos anos, os projectos de permacultura têm aumentado significativamente no nosso País, juntando-se a uma enorme rede internacional, de muitos milhares de pessoas, que até já permitiu a formação das chamadas "eco-aldeias", verdadeiras comunidades de uma nova era, como a portuguesa Tamera, a escocesa Findhorn, a indiana Auroville ou a australiana Crystal Waters. Foi esta perceção, de um novo mundo em formação que não nos é dado ver pela televisão ou pelos jornais, que me levou ao curso de introdução à permacultura, do Projecto270.

Dez anos de luta

O Projecto270 começou em 2002, na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, a caminho das praias. Numa zona arenosa, presumivelmente pouco fértil, e suscetível aos efeitos do Programa Pólis, foi um desafio corajoso, sob o lema "pensar global, actuar no local". Nuno Belchior e família ali abraçaram uma missão: enriquecer o solo, fazer agricultura biológica, interagir com a comunidade. Um espaço transcultural, aberto a cursos, educação científica e ambiental, venda de produtos biológicos, comércio justo. Na base de tudo, a perceção da necessidade de reativar a relação com a natureza, constatando o mau caminho da sociedade atual: exploração abusiva dos recursos e empobrecimento da população mundial, a que as políticas seguidas não têm dado resposta.
Nesta ótica, por todo o mundo começaram a surgir movimentos com projectos alternativos. A permacultura surgiu como modelo aglutinador de todas estas vontades. Na década de 70, os australianos Bill Mollison (pesquisador, cientista) e David Holmgren (escritor, estudante de design) apresentaram o conceito no livro "Permaculture One". Primeiro, significava "agricultura permanente", e mais tarde "cultura permanente". Basicamente, trata-se da aplicação, com criatividade, dos princípios da natureza, integrando plantas, animais, construções e pessoas num ambiente produtivo, com estética e harmonia.
Numa parede da sua casa na Costa, Belchior projecta os três princípios básicos da ética em permacultura: 
-- cuidar das pessoas
-- cuidar do planeta
-- redistribuir os ganhos
A ideia é ter um sistema completo, auto-suficiente, que aproveita todos os recursos, sem nada desperdiçar. "Aqui, a única coisa que ainda não conseguimos aproveitar são os plásticos", explica o nosso formador, para adiantar, logo de seguida: "Mas há uma boa notícia: parece que já foi descoberto um cogumelo que se alimenta de... plásticos". Vamos, assim, percebendo a base de tudo isto: a natureza tem todas as soluções. Basta percebermos quais. Para isso, é fundamental observá-la. Por esta razão, e depois de uma abordagem aos princípios da permacultura, e respetivas noções de ética, o passo seguinte para este grupo de formandos (dez pessoas, de grupos etários diferentes, professores, estudantes de arte, desempregados, professores de ioga e taichi), é uma caminhada até ao topo da arriba. "Vamos em silêncio, porque é importante observar a natureza",sublinha Nuno Belchior. Assim, retemos a curiosidade enquanto nos maravilhamos, sobretudo ao chegarmos lá acima e depararmos com a extraordinária variedade de plantas silvestres, quase todas elas comestíveis e esquecidas pelas pessoas em geral. Ao trincar uma florinha branca, surpreendo-me com o seu sabor a mostarda; outra, de um cinzento claro, cheira extraordinariamente a caril.

Onde nada se perde

De regresso ao Projecto, aprendemos, com Fernando Cartaxo, como construir de uma forma ecológica: da terra podem fazer-se casas, sem o recurso ao poluente betão armado. São princípios gerais, que nos mostram como os recursos naturais dão solução para tudo. E o primeiro dia de formação termina com um exercício sobre os sistemas de zonas em permacultura. Estamos, agora, na fase de design: o glomerado habitacional é a zona zero, as seguintes serão, gradualmente, estabelecidas por ordem de prioridade e utilização, até à zona cinco, que se pretende local sagrado, onde não se mexe e apenas se espera que a natureza trabalhe. O exercício prossegue na manhã seguinte, e as questões que Nuno nos vai colocando mostram-nos como o design de um sistema de permacultura pode ser exigente.
-- Que terreno é? Rochoso ou arenoso? Plano ou inclinado? Tem floresta, montanha ou um rio? A casa fica virada a sul ou a norte? Onde bate o sol? Que culturas vamos ter? Com animais ou sem eles? Onde vamos buscar a energia e como a redistribuímos?
Desenhar um projecto de permacultura é uma coisa séria, que exige sensibilidade, criatividade e conhecimentos. Nuno Belchior tomou contacto com várias realidades até chegar aqui: fez o curso de formador de permacultura na comunidade de Findhorn, na Escócia, esteve no Brasil, num projecto sobre a mata atlântica, e conheceu Auroville, na Índia; pelo meio, colaborou numa iniciativa do grupo de teatro "O Bando", em Palmela, para a montagem de um sistema permacultural. Este design, especifica, demorou-lhe três meses a fazer.
O passo seguinte, e derradeiro, deste curso de introdução, consiste numa explicação prática, no exterior, sobre a construção de um jardim comestível. Nuno pede-nos para ir buscar lenha: no denso acacial que separa o terreno do Projecto270 do areal da praia da Costa da Caparica, encontramos o material necessário, pequenos troncos e ramos secos, que serão utilizados para a fixação de carbono, necessário para a fertilização do terreno. O espaço a cultivar é limpo de ervas, a terra é arredada, e no fundo é colocada a lenha; sobre ela, a erva entretanto cortada; sobre a erva, o composto. No caso do Projecto270, estamos a falar de vermicomposto, um húmus cem por cento natural, produzido a partir de um minhocário, grande orgulho e dedicação de Nuno Belchior: num espaço construído para o efeito, são deitados diariamente todos os resíduos orgânicos, de jardim, papel, cartão, depois transformados pelas minhocas. Gradualmente, Belchior vai transferindo este material do depósito grande para pequenas caixas, até ter o composto perfeito, para colocar no jardim. Sobre ele, são plantados os legumes. E também aqui há um projecto de design a fazer: como será? Em círculo, em espiral, em mandala? Combinando vários legumes, onde ficará aquele que é mais alto, tem mais folhas e por isso projecta mais sombra? Qual deles tem mais necessidade de água ou é mais atreito a moscas e outros males?
É deste raciocínio, da capacidade de olhar para o pormenor, sem esquecer o todo, que é feita a permacultura, um sistema que está, lentamente, a mudar o nosso mundo. Quase silenciosamente, enquanto as empresas fecham, despedem trabalhadores, um elite enriquece e uma crise imensa alastra e provoca fome e miséria. A permacultura permite pensar que é possível criar um sistema autosustentável, a partir de uma relação harmoniosa com a natureza: ela tem todas as soluções.




20.11.12

Soberania Alimentar - defendendo o horizonte | _ Solo



Sábado dia 17 de Novembro, a partir das 20.30h no RDA 69  
(Rua Regueirão dos Anjos, nº 69)

Segundo do ciclo de jantares/conversas sobre o conceito de Soberania Alimentar, no âmbito da globalização da luta na defesa do bem comum.
O solo, essa pequena membrana que cobre a parte da crosta terrestre que possibilita a vida e dá o nome ao planeta Terra. A base da soberania e da liberdade de escolha. Representa o que vemos e o que não vemos. Por onde devemos começar. Possibilitanto a emergência de uma sociedade não-violenta




o jantar será servido a partir das 20.30h
 a conversa terá início às 21.30h



25.10.12

Soberania Alimentar | defendendo o horizonte ~ água

 


sexta-feira dia 26 de Outubro, a partir das 20.30h no RDA 69  
(Rua Regueirão dos Anjos, nº 69)
 
O Projecto270 inicia um ciclo de jantares/conversas sobre o conceito de Soberania Alimentar, no âmbito da globalização da luta na defesa do bem comum.  


 o jantar será servido a partir das 20.30h
 a conversa terá início às 21.30h 



O primeiro tema a ser abordado será a água, um bem comum essencial à vida do planeta, no qual o modelo industrial/financeiro foca as suas atenções com o objectivo de o privatizar, deste modo, contribuindo ainda mais para a exclusão social e a violência que lhe é inerente.
Num momento em que pessoas de todo o mundo ganham consciência da importância na defesa do bem comum, tendo a percepção cada vez mais nítida do jogo de casino para o qual são empurradas. Como ficar de fora e promover a falência deste jogo?
Poderá o projecto de Soberania Alimentar contribuir como alternativa ao modelo económico neo-liberal, contribuindo igualmente na luta contra as alterações climáticas e a perda de biodiversidade global? Poderá alimentar uma população mundial cada vez mais numerosa sem depredar os recursos naturais?


*


O tema da água é inseparável da Soberania Alimentar / The issue of water is inseparable from Food Sovereignty

European Coordination Via Campesina, position paper - March 2012

Food Sovereignty guarantees that the rights to use and manage land, water, seeds, livestock and biodiversity and should remain in the hands of those who produce the food. (Nyeleni declaration 2007).

The Food Sovereignty movement is well aware of the fact that the struggle for water is part of the broader current context of privatisation of nature that is promoted by the policies introduced by the WTO, the IMF and the World Bank, the World Water Council and the CAP. As we have previously stated on the question of seeds and land, the struggle for water is an integral part of our strategy for introducing Food Sovereignty and preventing all forms of privatisation.

For ECVC, water is a resource that should be considered as a Commons, and managed by public authorities as a common good. We are against the privatisation and commodification of water. Access to water for all is a social and human right, (a right that is shared by all life) ; it is fundamental and indispensable to all life and to the identity of communities. Water is neither a good that can be privatised nor a tool for market speculation.

 Rights “to” and “of” water in the perspective of Food Sovereignty

The water cycle is central to our preoccupations and reflections. Water rights involve the constant and integral respect of the water cycle. If we are unable to guarantee the respect of the water cycle, the availability of water will be undermined. The right “of” water is a prerequisite of the right “to” water. +...


                                                                               ~


 Miguel Altieri: Why is agroecology the solution to hunger and food security?

 



Food movements, agroecology, and the future of food and farming. Today, a billion people live in hunger. Peak oil and environmental degradation threaten the food security of billions more, particularly with half the world's population living in urban environments where they are dependent on industrially produced and imported food. A transition is urgently needed, but how? What alternative policies can enable communities to realise their own food security in the face of environmental challenges, while also improving livelihoods, building resilience, and conserving ecosystems? Many food-related movements have already emerged around the world, but what ongoing challenges do they face? 


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The Commons

The idea of the commons is experiencing a timely resurgence as access to resources has becomes more limited and increasingly corporatised for the benefit of the few to the detriment of the rest of society. The commons historically refers to land that was used to grow food that was controlled by the local community to provide for the local community’s needs. The opposing force that destroys the commons is the enclosure. Enclosures occur when common resources are usurped by private interests thus destroying the essence of commonality. The consequences are that the commons become restricted to those with economic power. It was the Enclosures Acts in the UK that took the common land away from the people, forcing them into a wage-based economy that they no longer had direct control over. It should be noted that many of the resources needed to sustain life are now enclosed such as food, land, knowledge, culture, technology and buildings have ironically been built on the labour of the many. The commons movement seeks to reclaim what is rightfully everyone’s. This is a rapidly growing movement that exists in all aspects of culture: through the creative commons software model, land reform campaigns, community gardens to community libraries. We believe that reclaiming the commons is key to producing a permanent culture that benefits all. 
(via http://www.permanentculturenow.com/the-commons/)



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Water: The Carrier and Matrix of Life 

 

 

 


 

Fritjof Capra, physicist and author, describes Leonardo da Vinci's fascination with water. "Water is the extension and humor (nourishing fluid) of all living forms. Without it, nothing can maintain its form."

 

 

No apueste a Wall Street: la financiarización de la naturaleza y el riesgo para nuestros bienes comunes