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12.8.11

Ciclo de fogueiras emancipatorias 12 agosto -13 set.

Ciclo de fogueiras emancipatorias
12 agosto -13 set.


Vamos atear o fogo e deixa-lo a arder a noite inteira, olhar para baixo e para cima. Mexer a sopa que se faz na panela e come-la. Vamos acender a fogueira, com o que sobrou das árvores que faziam sombra. Uma sopa para fazer lembrar o quanto a vida é simples. Aqui há liberdade de colocar achas na fogueira, aqui há liberdade de olhar para as estrelas mesmo em dia de lua cheia. Subir até ao topo da arriba e lembrar que tudo é mutável, ver lá em baixo a luz dos pensamentos e o reflexo da lua no oceano.


À roda da fogueira, partilhar sabedoria, darmos mais um passo na participação ativa para a resolução de problemas que afectam directamente a nossa relação com a natureza. Desconstruir construir novas realidades, ousar pensar alto. Colocar todo o nosso conformismo a arder, vê-lo a desvanecer-se pelo céu, perceber que apenas foi mais um momento, para podermos olhar de novo para o céu estrelado e para a lua cheia.

Em todo o mundo o Fogo simboliza a limpeza, um fim de ciclo. Com a cinza restante das árvores que tapavam o sol, enriqueceremos o solo. Recuperar os ritmos naturais que foram sendo modificados através do recurso à legalização da violência, levando à aniquilação do indivíduo.
A autogestão como via para semear uma dinâmica de vida, baseada na criatividade para uma relidade mais justa. A procura como necessidade essencial de liberdade orgânica, a margem do mecanicismo que nos é imposto. Proporcionar o desenvolvimento, neste novo ciclo de lua de uma cultura emancipatória heterógenea, que nos liberte desta cultura consumista homogenizada, predadora e criminosa.

Começo apos o por do sol pelas 21.00h
Jantar comunitario 3 achas.

24.3.11

Projecto 270 - 2011\2012 "Os tempos mudam e com eles as exigências"

 
O ritmo biológico é marcado pelo nascimento e pela morte. Entre estes dois pontos a
permanência é inexistente.

O capitalismo é uma forma de destruição legalizada, com impossibilidades genéticas de poder fazer nascer algo que se transforme no tempo sem deixar resíduos tóxicos.

A discriminação é uma das constituintes do modelo vigente. Selecção e discriminação são
formas de implementação e desenvolvimento de corrupção e deterioração do pensamento
emancipador, que contém dentro de si a capacidade de transformação social.

Uma cultura que tem como mote o "não existe outra maneira", expressando-se de uma forma repetitiva com "sacrifício","competição","ganância","lucro", tudo isto são, no fundo, estímulos para a degradação humana.

A nossa realidade que se desenvolve no dia-a-dia encontra-se contaminada pelo capitalismo, silenciosamente deixando rastos, ferindo e promovendo a agonia e frustração como forma de obter mais lucro.

O capitalismo apropria-se e rouba, através do direito constitucional, dos bens comuns,
privatizando e monopolizando a água, o solo, as sementes, a comida, o ar, a energia - tudo o que é vital para a sobrevivência humana e que é um legado de todos os seres deste planeta. Privatiza lucros extraídos do bem comum e externaliza os custos para o bem comum.

Empurrando para a mendicidade e criminalidade povos outrora soberanos, livres e pacíficos, o capitalismo transforma culturas independentes e produtivas em meros mercados de consumidores ou de mão-de-obra barata, tal como destrói, manipula e cria apenas resíduos e futuros tóxicos.

Tem a particularidade de transformar a paisagem, movendo montanhas e rios, criando doenças, destruindo a qualidade de vida e impossibilitando liberdades individuais.

Cria e dá origem a novas doenças e com estas, lucra ainda mais. Um lucro que sai do
sofrimento, da carência, da frustração e nunca da melhoria ou da criação de felicidade e
harmonia entre os seres e o seu meio natural.

Um dos livros mais antigos escritos pelo homem descreve que "As revoluções sem distinção, matando lentamente, na vida política são extremamente graves. Deve-se recorrer apenas em casos extremos quando já não há mais nenhuma saída (...) Os tempos mudam e com eles as exigências: assim também passam as estações no decorrer do ano. O mesmo ocorre em termos de ciclos cósmicos com a primavera e o outono na vida das pessoas e das nações impondo transformações sociais" in Livro das mutações.

A altura certa para mudanças é sempre aquela em que tomamos consciência do caminho que temos de percorrer. Devemo-lo fazer sem medo, sem receios, que a prudência do caminho exige.

A recusa será o primeiro passo que nos faz tomar consciência de nós e do outro e o não ao
deixar de ser, SER.

Reclamar a nossa liberdade e o livre arbítrio, sem pressões de mercados virtuais é uma
escolha.

Ter a liberdade de poder escolher o que comer no respeito do ser e em comunhão com todos os seres. Poder reproduzir livremente o legado perpetuado desde o começo da percepção do milagre da vida, esse que começa com uma ténue síntese da vida que é a semente. A semente, essa síntese da liberdade que cresce de dentro para fora, do singular para o colectivo.

O bem comum, o bem mais valioso. Ele foi e será a base de todas as sociedades de homens livres. O desaparecimento deste levará ao desaparecimento do conceito de liberdade e do próprio homem como ser livre de pensar e de atuar.

Tomemos a nossa posição, deixemos de delegar nos outros a responsabilidade que é tornada posteriormente por estes em irresponsabilidade. Reclamemos os bens comuns: a água, a terra, o ar, a alimentação, a vida, o planeta no seu todo.