Estamos a mudar-nos para: http://www.projecto270.com/

3.3.10

+ barragens? não!



Os rios portugueses estão perante uma grave ameaça – a construção de 11 novas grandes barragens. 5 das quais, na bacia do Tâmega!
Tal tem sido vendido como um factor de desenvolvimento económico, social e até ambiental mas os factos evidenciam uma enorme destruição ambiental, a perda de muitas centenas de hectares de terrenos produtivos e/ou protegidos, a deterioração da qualidade da água e a perda irreversível de património cultural. Estes e muitos outros prejuízos por um acréscimo de apenas 3% de produção de electricidade. Prejuízos que têm sido anunciados como indispensáveis muito embora sejam conhecidas alternativas que permitiriam atingir os mesmos objectivos: reforço de barragens já existentes, eficiência energética, outras energias renováveis, etc…
Assim, dia 13 de Março de 2010, na ponte de Amarante sobre o rio Tâmega, vamos reunir cidadãos, associações, comunicação social e movimentos vários numa grande manifestação de oposição a esta política errada.
Apareça por volta das 12h00 e junte-se ao movimento que vai parar estas barragens! E não se esqueça de divulgar esta mensagem por todos os seus contactos.

Sabia que…?
…já existem mais de 165 grandes barragens em Portugal?
…a transformação de um rio de água corrente num lago artificial põe em risco a qualidade da água e muitas espécies de animais e plantas?
…só a barragem de Fridão vai destruir centenas de hectares de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica Nacional, pontes antigas, praias fluviais, uma ETAR e muitas habitações?
…as barragens não criam empregos e que aliás a EDP tem várias barragens sem ninguém a trabalhar no local?
…é obrigatório fazer um estudo conjunto de todas as barragens no Tâmega e tal não foi feito?
…existem alternativas mais baratas e com menos prejuízo para o ambiente e para as populações? Como o aumento de potência das barragens já existentes, a aposta na eficiência energética, a energia solar…
http://salvarotamega.wordpress.com/

Intervenção na Assembleia Municipal de Almada, 25.02

Boa noite,

O meu nome é Tania Simoes, faço agricultura biológica nas terras da costa, e juntamente com o meu companheiro Nuno Belchior, representamos o projecto270.
 

No projecto270 fazemos da nossa experiencia uma partilha:

Acreditamos na produção agricola sustentavel em direcção à soberania alimentar, optimizando o uso dos recursos locais para minimizar os impactos negativos sentidos no plano socio-economico e no ambiente.

Acreditamos na agricultura biológica porque esta cria sistemas de cultivo resilientes, capazes de assegurar cadeias alimentares locais e de contribuir para o combate às alterações climáticas, bem como é um método altamente efectivo na questão do sequestro de carbono.

Segundo a IFOAM, dependendo da gestão implementada e de variaveis tais como: tipo de solo, clima e niveis de carbono iniciais; as taxas de sequestro de carbono em terra arável podem variar entre 200kg a 2000kg de carbono por hectare por ano.

Acreditamos que no panorama actual, precisamos de um paradigma alternativo de desenvolvimento agricola, que incentive a sustentabilidade, a biodiversidade, o ser ecologico e socialmente mais justo.

Acreditamos que os pequenos agricultores têm uma importância central para as respectivas comunidades, e são a solução para a independencia alimentar.

Acreditamos que a fim de proteger os meios de subsistência que ainda nos restam, a segurança alimentar dos cidadãos e a sua saúde, os empregos, o ambiente, a produção alimentar tem que permanecer nas mãos de agricultores sustentáveis em escala reduzida e não pode estar sob controle de grandes companhias ou cadeias de supermercados do agro-negócio.

Sabemos que a Câmara Municipal de Almada é sensivel a estas questões, como tal e tendo em conta o que descrevi, gostariamos de saber a posição da Câmara Municipal de Almada relativamente às terras agricolas que muito têm dado que falar, nas Terras da Costa.

Gostariamos ainda de saber a vossa posição em relação ao projecto270 e às actividades que temos vindo a desenvolver nos últimos sete anos, visto que apesar de várias tentativas de aproximação e colaboração com alguns dos vossos serviços, continuamos a não ter trabalho conjunto, e não percebemos este impasse.
 

Se caminhamos no mesmo sentido, o que está a faltar para construirmos soluções viaveis?


Obrigada.


17.2.10

enterro do sistema

Que a Vida continue,
Que a rede se desenvolva.
Que o enterro do sistema permita o surgir das suas propriedades através das interacções e interdependências que lhe são inerentes.
Que a qualidade seja conseguida de uma forma objectiva através das parcerias estabelecidas entre todos os Seres.
Que o mês de Maio nos traga as flores,
Que os campos voltem a ser campos de Vida.

Nuno Belchior